PARÁBOLA DA BOLA DE GOLFE

 

A tacada do golfista lança a bola nos ares, com grande velocidade. Enquanto vai subindo e subindo, ela exulta: "Sou livre! Daqui de cima vejo o mundo todo, sei de tudo e faço o que quiser". Poucos instantes depois, porém, a bola percebe forças superiores assumindo o controle da situação: a gravidade, puxando-a de volta para a terra e o atrito no ar, consumindo gradativamente sua velocidade/energia. Finalmente, vê-se caindo e acaba chocando-se violentamente contra o solo. Contudo, esta queda indigna é logo esquecida e a bola retorna à ilusão de que tem livre-arbítrio sobre sua vida material.

Felizmente, a cada queda, uma minúscula partícula de humildade se aloja no coração da bola e é quase imperceptível; no entanto, está lá e de lá não sai mais. Então, após talvez milhares de quedas, o milagre acontece: a humildade acumulada provoca uma centelha de discernimento espiritual e, em uma fração de segundo, a bola percebe que seu destino mundano, na realidade, está nas mãos do golfista e de outros fatores, todos acima de sua vontade/querer (o ilusório livre-arbítrio). E este glorioso acontecimento é o início da jornada em direção à única Libertação que existe, o primeiro passo da caminhada de mais uma "bola pródiga", sinceramente arrependida, de volta à sua verdadeira Casa: o "Reino de Deus" (não aquele que muitas acreditam estar em longínquo céu e distante futuro; mas, sim, aquele que está aqui e agora, dentro do coração de todas as bolas de golfe).

 

 

31/10/2018

 

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