JESUS CRISTO: FATO OU FICÇÃO?

 

 

Há séculos esta pergunta atormenta os homens e eles buscam, nas evidências históricas, provas para negar ou confirmar Jesus. Provavelmente, muitos anos de estudo e investigação foram necessários, para chegar-se às diversas e elaboradas teses que encontramos por aí, sejam elas prós ou contras. Tais perturbações e dúvidas não afligem àqueles que despertaram para as palavras impressas nos Evangelhos do Novo Testamento; eles não perdem tempo com discussões e teorias sobre o assunto, porque têm a certeza interior da existência do Cristo. Vou investir agora no tema, porque sei que algumas pessoas estão precisando apenas de uma sacudidela e, quem sabe?, este texto pode acabar sendo o instrumento da consumação...

 

Pouco importa que o homem Jesus tenha (ou não) nascido de uma virgem; que uma estrela tenha (ou não) anunciado a Sua chegada ao mundo ou que Ele tenha (ou não) ressuscitado Lázaro, após dias da morte física. Mesmo se fosse possível provar que estes e os demais sinais e milagres foram inventados pelos narradores ou por quem teve acesso aos manuscritos originais, ainda assim os Seus ensinamentos, que independem dos sinais do 'céu' e dos milagres da carne, continuariam sendo confirmados nos corações dos buscadores sinceros e, consequentemente, transformando vidas para melhor. Este é o maior sinal e milagre do Cristo, diante dos homens: 2.000 anos depois, Ele está mais vivo do que nunca. E, desde aquela época, ecoa a mais intransigente e dramática afirmação de todos os tempos: "Passarão o céu e a terra, mas minhas palavras não passarão" (Mateus, 24.35). Mesmo se fosse possível provar que Jesus nunca existiu, as redentoras palavras impressas no Novo Testamento não desapareceriam; portanto, não é mais possível corrigir o erro, porque a boa semente vingou e seus frutos espalharam-se pelo mundo todo...

 

Peço licença para abrir um parêntese agora, para explicar o que considero "transformar vidas para melhor", expressão que usei no parágrafo acima e em outros textos.

Percebo que a vida vai melhorando à medida em que duas coisas vão acontecendo: a primeira é a diminuição gradativa de sonhos e desejos, não porque nos disseram que devemos agir assim, mas porque adquirimos a certeza interior de que eles produzem mais sofrimentos do que felicidade (assunto tratado em textos anteriores); a segunda é deixarmos de confiar nas coisas habituais e passarmos a depositar este bem tão precioso (confiança), em um 'banco' totalmente seguro. Este processo, entretanto, é lento para a maioria dos buscadores e não é nada fácil caminhar contra o mundo; determinação para enfrentar a guerra interior, sem recuar, e paciência para vencer os momentos de angústia, são indispensáveis. De qualquer forma, acredito que o esforço vale a pena; do contrário, não estaria aqui e agora digitando este texto...

Para enfrentar as calamidades da vida, temos planos de saúde, seguros para bens materiais, cadernetas de poupança, etc., que nos transmitem uma tranquilizadora sensação de segurança. Contudo, todas as formas de proteção criadas pelos homens, teoricamente para nos amparar nos momentos críticos, destinam-se, primeiramente, ao lucro financeiro e, não, ao bem-estar do cliente. Então, a decepção do segurado, do correntista e do paciente é certa, cedo ou tarde. Advirto que não estou criticando os capitalistas, pois eles estão apenas cumprindo o seu papel, valendo-se da lei da oferta e da procura. Embora se esforcem para nos convencer a confiar neles, não somos obrigados a isto; por livre e espontânea vontade é que decidimos acreditar que eles têm poder para nos proteger, quando, na verdade, nem mesmo são capazes de proteger a si mesmos. O médico que diz, por exemplo: "Fique tranquila, pois salvarei a vida do seu filho", um dia morrerá; portanto, não tem poder para salvar-se a si mesmo, quanto mais aos outros... e da mesma incapacidade de lidar com o Destino, sofremos todos nós, poderosos (pelos padrões mundanos) ou não...

Ainda que estejamos destinados a receber o seguro pelo carro roubado ou escapar com vida do leito de um hospital conveniado, ainda assim nossas vidas não melhoram: apenas prosseguem quase tão ruins como sempre, pois continuamos depositando nossas esperanças nas coisas do mundo. Como disse acima, descobri, por experiência própria, que é um grande erro tal atitude. A vida começa a melhorar, sim, com a gradual transferência da confiança, até então creditada aos seguros, saldos bancários, etc., para Aquele que criou os seguros, os bancos e todas as outras coisas (os Sábios confirmam as palavras deste não-sábio que escreve). Admito que a idéia de deixar de contar com 'proteções' como: dinheiro/bens pessoais, médicos/remédios e família/amigos é, inicialmente, apavorante; mas, quem quiser realmente melhorar de vida, vai ter que aceitar este fato e, um dia, começar a abrir mão de tudo isto. "Abrir mão" não significa, necessariamente, total rejeição, embora, em alguns casos, acho que uma atitude drástica seja necessária; o mais importante, mesmo, é colocar estas relatividades em seu devido lugar. Felizmente, depois que passamos a desconfiar de todas as 'verdades' do ego/mundo, o procedimento correto do que (e como) deve ser feito, desperta como uma revelação dentro de nós, na hora certa...

 

Prossigamos com o assunto-título. Acredito que não poderiam vir de homens comuns, os ensinamentos encontrados nos Evangelhos cristãos, pois são transmitidos com tamanhas sensibilidade e autoridade, que tocam profundamente os Corações daqueles que estão prontos para iniciar a jornada interior ou que já estão nela; portanto, tenho fé inabalável no Grande Instrutor. Quem, contudo, ainda não obteve esta certeza, melhor estará se considerar, a título de hipótese, que aquelas palavras foram proferidas por uma só pessoa, convencionalmente chamada "Jesus", do que se resolver prestar atenção nos anticristos, que O negam. Perigoso me parece, sim, aceitar interpretações equivocadas dos ensinamentos atribuídos ao homem Jesus (ou de quaisquer outros textos sagrados). Já alertei antes e repito agora: não peço para ninguém aceitar nada do que escrevo, sem refletir/meditar à respeito. No devido tempo, a Intuição acabará com as dúvidas do buscador sincero. Até lá, acho que uma regra simples pode ser aplicada, para que, cada um, por si mesmo, possa identificar se uma interpretação espiritual é válida ou não: observe se ela é atraente para o ego, isto é, se ela provoca prazer, ódio ou qualquer outro sentimento egocêntrico em você. Nenhuma interpretação correta dos ensinamentos dos grandes Sábios da humanidade, fortalece o mal (ego), dentro de nós. O verdadeiro sentido das palavras do Cristo, ao contrário, tem o poder de inspirar devoção ao Criador, compaixão pelas criaturas e autorrenúncia, e costuma levar às lágrimas, os corações mais endurecidos. Não há como enganar-se. Por isto, acho que mal algum causamos a nós mesmos e ao mundo, se aceitarmos e acreditarmos sinceramente em Jesus. Acreditar sinceramente Nele, não envolve fanatismo e sectarismo, nem sair por aí afirmando-se cristão ou andar com um crucifixo pendurado no pescoço; é, sim, esforçar-se para aplicar, no dia a dia, aqueles Seus ensinamentos dos quais alcançamos a compreensão intuitiva (imparcial e antipática), que é bem diferente da habitual compreensão  intelectual (tendenciosa e simpática ao nosso ego).

As pessoas não gostam de sentirem-se enganadas; ao contrário, querem provar que são espertas (apenas gostamos de ser enganados pela mente, a grande inimiga). É por isto que existem tantas teorias sobre o Grande Instrutor: os autores estão em busca de fama e reconhecimento por, o que eles consideram, sua superioridade intelectual e sua esperteza. Os Sábios recentes nunca tentam provar que Rama, Krishna, Buda, Jesus e outros existiram em forma física, pois consideram que isto é uma decisão interior de cada um. Na dúvida, para não passar por tola e sentimental, muita gente prefere resguardar-se, ignorando as palavras de Jesus. Falo por experiência própria, pois, assim como Paulo de Tarso, já estive dos dois lados da questão: vale a pena acreditar no Cristo Vivo.

Como motivo para negar Jesus, alguns argumentam que houve manipulação tendenciosa nos Evangelhos originais, com o intuito de atrair adeptos para a emergente fé cristã. Se houve, não deve ter sido a primeira vez que isto aconteceu, nem terá sido a última, pois, quando uma religião organiza-se e assume o status de 'igreja', ela mergulha no mundo e, portanto, deve sobreviver de acordo com as regras da selva civilizada. A triste conclusão é que, quanto maior uma igreja, mais distante encontra-se dos divinos ensinamentos que a inspiraram. As preocupações para manter as estruturas existentes e a necessidade de sempre crescer, para não serem 'atropeladas' pelas outras igrejas, obrigam-nas a atuarem como empresas e não há tempo para pensar na evolução espiritual de seus seguidores. Felizmente, apesar de tudo, os possíveis manipuladores do Novo Testamento e de outros livros sagrados fracassaram miseravelmente em suas missões, pois, quanto mais compreendo e aplico em minha vida os ensinamentos de Buda, Jesus e outros inspiradores das grandes religiões, menos vontade tenho de aderir a qualquer uma delas. Como não sou o único a pensar desta forma, confirmo que eles (os manipuladores) não alcançaram o seu intento e a explicação para o fato de bilhões de pessoas serem enganadas e exploradas em sua fé, é que elas procuram por quem diga exatamente o que querem ouvir sobre "Deus", tanto faz ser verdade ou mentira (não custa repetir que as mentiras são sempre agradáveis para o ego). Então, se são enganadas e exploradas, a culpa é unicamente delas próprias. Os concílios e encíclicas também se destinam a aumentar o rebanho de fiéis, apresentando novas interpretações para os ensinamentos e tornando-os condizentes com os costumes da época. Contudo, por mais que tentem, nunca conseguirão ocultar ou perverter a Verdade Única, Eterna e Imutável, transmitida pelos Grandes Mensageiros do Altíssimo, porque Ela tem a Proteção Divina e continuará sendo corretamente percebida, vivenciada e confirmada em nossos Corações ("O Reino de Deus está dentro de vós").

 

Na página inicial deste site, há uma foto representativa do Senhor Jesus. Apenas agora, enquanto digito, tomo conhecimento que aquela imagem é, apenas, de um ator, que interpretou o Grande Instrutor em uma minissérie televisiva. Em todas as outras ocasiões, quando olho para aquela foto, vejo o bendito Cristo e, imediatamente, esta mente acalma-se e volta-se para dentro de 'mim'. E, como esta é a orientação básica de todos os Sábios, para alcançarmos a meta da vida, isto é, que devemos dirigir a atenção para a nossa essência interior, concluo que acreditar com sinceridade Nele, independentemente das opiniões do mundo, nos coloca no caminho correto para o Reino de Deus.

 

Jesus Cristo: fato, exagero ou ficção? Esqueça todas as teorias sobre o assunto (inclusive a exposta neste texto), porque a verdadeira resposta está dentro de você...

 

 

 

Por mim, nada posso; mas, por Ti, EU POSSO.

 

30/01/2007

 

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