SANTOS

 

A religiosidade sincera chama de "santos" aos seres humanos que tornaram-se especiais devido a seu infinito Amor por DEUS (Criador) e Seus filhos (todas as criaturas). Há santos que vivem/viveram em contemplação, afastados do mundo; há santos que vivem/viveram no mundo, mas com suas mentes acima do mundo. O fato de viverem desta ou daquela forma não é importante, pois as características que os diferenciam dos homens "normais" continuam as mesmas: Compaixão, humildade e abnegação.

No entanto, algumas seitas (aparentemente) religiosas desprezam os santos, seus devotos, e os rituais de devoção que estes lhes oferecem. Afirmam que os santos não merecem adoração, e o afirmam com tal indignação, que podemos acabar acreditando que os santos exigem adoração e oferendas. Porém, acontece exatamente o oposto: santo nenhum, verdadeiro, exige coisas do mundo ou atitudes que fortaleçam o ego (amor-próprio); eles, sim, vivem pensando/meditando em DEUS, orando/trabalhando para Ele, falando sobre Ele, alguns com tal intensidade, que se esquecem de si mesmos e de suas necessidades, até mesmo as mais básicas, como a alimentação do corpo físico. Toda a humanidade beneficia-se com a presença de santos, pois eles nos ajudam a perceber que realmente existe uma Força Superior e que Ela nada se parece com o "deus" criado por nossa imaginação.

Nenhum santo, digno de assim ser chamado, deseja benefícios pessoais, pois esforça-se por manter a sua mente unicamente voltada para assuntos espirituais. Certa vez, disse o sábio e santo Ramana Maharshi: "As pessoas vêm até aqui (ao lugar onde Ele morava), trazendo oferendas e curvando-se diante de mim, pensando que estou interessado em presentes e homenagens. Elas acham que estão me prestando um grande favor, que vou me sentir lisonjeado, e esperam receber, em troca, algum tipo de agradecimento/tratamento especial que proporcione prazer pessoal e, consequentemente, que lhes fortaleça o ego. Contudo, o que espero delas é que acalmem suas mentes e esforcem-se na busca pela Verdade".

 

As tendências espirituais deste digitador, o guiaram para a autoinvestigação/busca interior e, não, para as orações e os rituais exteriores; entretanto, não tenho direito de (e nem autoridade para) menosprezar santos, seus devotos e os métodos de interação entre eles. Na verdade, há muito percebi que o conhecimento das vidas de grandes santos muitas vezes nos auxilia a tomar uma decisão correta, que nos afasta dos descaminhos do mundo. Por exemplo: é possível imaginar São Francisco de Assis participando de churrascos e conversas/festividades fúteis? Portanto, churrascos, conversas/festividades fúteis e demais prazeres/diversões, que são rejeitados pelos santos, não devem ser apropriados para quem anseia evoluir espiritualmente.

Caro(a) leitor(a): não te deixes influenciar pelos preconceitos que o mundo nos impinge. A religiosidade verdadeira independe de religiões formais e as práticas espirituais que alguns já consideram inúteis, para outros ainda são úteis. Todos estão tentando evoluir (conscientemente ou não) e, assim como há muitos que estão em estágio inferior ao nosso, com certeza também há muitos que estão à nossa frente, no caminho de volta para DEUS, a verdadeira meta da Vida. Não devemos tentar impor nossas "verdades" (opiniões) e costumes aos outros, pois é bem provável que ainda nem saibamos o que é certo para nós (embora tenhamos certeza que sabemos), quanto mais o que é certo para o resto da humanidade... O que aqui escrevo não considero ser "minha" sabedoria; apenas divulgo o que tenho apreendido sobre a Vida, interiormente ou exteriormente, sempre me guiando pelas palavras daqueles poucos que chamo de "Grandes Mensageiros do Altíssimo". E, novamente repito: continuo "tropeçando", muitas e muitas vezes, em Seus ensinamentos; mas, não sei como, acabo conseguindo me levantar e seguir em frente...

 

Se ainda não conseguimos manter nossas mentes calmas, imersas nas inabaláveis Paz e Felicidade interiores, que pelo menos as utilizemos com bom propósito no mundo exterior, saturando-as com pensamentos/atitudes edificantes. Neste contexto, conhecer as vidas dos sinceros santos de quaisquer religiões é bom e não faz mal para quem ainda não consegue discernir, por conta própria, o que é Verdade/Bondade (DEUS) e o que é mentira.

Caso concluas que algum santo te ajudou, em momento de dificuldade/aflição, agradeças-lhe como preferires; mas, sem segundas intenções, pois na verdade ele não espera o teu agradecimento e, tampouco, passará a te amar/ajudar mais do que antes. A melhor homenagem que podes lhe prestar, é esforçar-te por viver como ele vive/viveu...

 

Uma reflexão, para finalizar: se nem mesmo os humildes santos do Senhor, que ainda estão sujeitos a crises de egoísmo (amor-próprio), buscam recompensas/favores dos homens, por benefícios deles ansiará o Criador/Dono de tudo, o Todo-Poderoso DEUS?

 

 

20/02/2013

 

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