A PARÁBOLA DO SEMEADOR

 

 

Esta parábola aparece em três Evangelhos do Novo Testamento: Mateus-13, Marcos-4 e Lucas-8. Muitas vezes a li, atentamente; mas, o seu significado profundo permaneceu oculto por longo tempo. A sua sutil lição é algo que, para nós, pessoas comuns, é absolutamente impensável: executar qualquer ação sem esperar por compensação. É tão normal em nossas vidas a atitude de "toma lá, dá cá", que existem até ditos populares para exaltá-la: "uma mão lava a outra", "é dando que se recebe", etc. Nosso natural instinto de comerciante nos impele a sempre buscar vantagens, em todas as situações da vida, e cometemos até mesmo o absurdo mental de barganhar com a Força Maior, que chamamos "Deus", oferecendo-Lhe nossa aparente bondade aqui neste mundo, em troca de um passaporte para o céu dos prazeres eternos.

 

O semeador divino da parábola sai pelo mundo, lançando suas sementes indiscriminadamente, sobre solo fértil e solo árido. Por onde passa, seja a terra boa ou má, o seu Amor é tanto, que elas são tratadas da mesma forma. Ele lança sementes à beira do caminho, em terreno pedregoso e entre espinhos, e segue em frente, sem preocupar-se com a colheita; portanto, se elas não vingam e o solo continua árido, não é por culpa do semeador. Nesta parábola, segundo o Cristo, 'terra' ou 'solo' é o homem, e 'semente' é a Verdade de Deus.

O semeador mundano, ao contrário, escolhe e prepara cuidadosamente a terra e as sementes. Antes de lançá-las ao solo, ele certifica-se de que está tudo certo e, depois, acompanha o processo passo a passo. Contudo, ele não esforça-se porque ama a terra e as sementes: ele pensa, unicamente, nos benefícios que a colheita vai lhe proporcionar, isto é: ele faz tudo aquilo por amor a si mesmo (egoísmo).

Algumas lições de vida encontrei, na aparentemente absurda atitude do semeador da parábola:

- Ele semeia sem preocupar-se com os resultados (lucro/prejuízo pessoal) que a sua ação vai produzir;

- Ele sabe que todos têm o mesmo direito às sementes. Se determinado solo não está preparado para alimentá-las e multiplicá-las, a culpa é dele próprio.

    Estas e outras conclusões, as quais todos podem chegar, nos mostram o que é sinceridade, compaixão e desapego.

 

Como sempre, encontro perfeita harmonia entre os ensinamentos dos Grandes Mensageiros do Altíssimo. Em todas as épocas e lugares, Eles afirmam sempre o mesmo: o trabalho desinteressado (não egoísta) purifica o homem e, consequentemente, o aproxima de Deus.

Eis a lição que deixou o Grande Instrutor, através da Parábola do Semeador, para quem quer melhorar o mundo: faça isto por Amor sincero e nunca por amor-próprio, visando vantagens, homenagens, fama, etc. Caso aja sob o domínio do egoísmo, você vai contribuir para tornar o mundo um pouco pior do que já é, embora tenha a (errônea) certeza de que o está ajudando...

 

 

 

Por mim, nada posso; mas, por Ti, EU POSSO.

 

10/12/2008

 

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