UM SONHO DE NATAL

 

 

Caminhava apressadamente pela rua, assim como todos os que cruzavam por mim, pessoas sem rostos e sem afinidades: estranhos. Na verdade, uma coisa há em comum entre todos nós: as preocupações da vida, como continuar sobrevivendo... Às vezes, em meio ao turbilhão mental, ocorrem-me devaneios sobre paz e felicidade que logo abandono, envergonhado, por considerá-los inalcançáveis, sonho de tolos. A dura realidade aí está, à nossa volta.

Caminhava pois, presente e ausente, olhando sem ver, mergulhado em pensamentos. Repentinamente, minha atenção foi despertada por alguém sem pressa, sentado, maltrapilho, em um recuo da calçada; então, lembrei-me de que era Natal. Deixando-me guiar pelo sentimento de fraternidade que, misteriosamente, nos acomete nesta época do ano, aproximei-me com um sorriso e alguns trocados na mão estendida. Para minha surpresa, o homem, serenamente sorridente, permaneceu assim e não fez qualquer movimento para pegar o dinheiro. Olhava-me e nada dizia, apenas sorria... Ficamos daquele jeito, um olhando para o outro: eu, constrangido e já arrependido por ter me aproximado; ele, sorrindo...

Percebi, então, que não era o sorriso de um bêbedo ou louco: era um sorriso de compreensão. Seus olhos me diziam que ele conhecia toda a minha miséria, embora, aparentemente, fosse ele o miserável. Era um sorriso de infinita compaixão; não, um de superioridade bondosa, como aquele que encenei. Desorientado, larguei o dinheiro a seu lado e me afastei rapidamente…

 

Alguns dias depois, ainda impressionado com o ocorrido, passei outra vez por aquele local e lá estava ele, com a mesma vestimenta e o mesmo sorriso... Não demonstrou surpresa ao me ver. E, embora vários compromissos estivessem me aguardando, não conseguia me afastar. Decididamente estendi, no chão, o jornal que carregava e sentei-me diante dele. Imediatamente, senti-me um tolo e desajuizado. Que loucura era aquela, que havia se abatido sobre mim? Como explicar aquela atração, por alguém totalmente desconhecido?

Contudo, aos poucos, as perguntas foram calando-se, o mundo foi se desvanecendo como fumaça, no ar, e desconhecidas calma e percepção começaram a manifestar-se. Mantive a atenção no que me ocorria e respostas começaram a precipitar-se sobre mim. Respostas que o mundo nunca soube me dar e que, agora, descobri que sempre estiveram dentro de mim... Tive a nítida impressão de sempre ter mendigado por tudo o que já possuía, mas não sabia. Como duvidar desta estranha Intuição? Não estava, eu, nervoso e desanimado? O que aconteceu? Meus problemas foram, instantaneamente, resolvidos? Não, eles ainda estão em algum lugar... Então, por que não me afligem, agora? A Intuição se faz presente: "Porque eles existem apenas na sua mente. Ela cria as dificuldades e, depois, sofre e busca soluções para suas próprias criações. Quando consegue se desconectar da mente, o homem percebe que seus problemas não têm existência real". Resposta incrível! O que pensar? "Não pense, sinta", diz a Voz Interior.

Sintonizo minha atenção, novamente, no sentido da visão e observo meu acompanhante. Percebo que ele sabe de tudo que está se passando comigo. Com esforço, faço-me falar: "O que está havendo?". "Palavras são necessárias?", ouço-o perguntar.

Sim: palavras são necessárias? O homem, cada vez, fala mais e melhor; entretanto, há mais entendimento entre nós? Não: realmente a palavra é desnecessária, percebo agora. Este silêncio, no qual estou mergulhado, é mais eloquente do que mil sermões de mil grandes oradores. Todavia, os hábitos extremamente enraizados da comunicação verbal e da curiosidade me forçam a buscar, nas palavras, as respostas.

“Quem é você?”. Nenhuma resposta, apenas aquele sorriso, que me acalma e enleva. Após longo tempo, ele respondeu: “Antes de procurar saber quem eu sou, deveria descobrir quem você é”. Fico desconcertado. Não sei, eu, quem sou? Sei meu nome, data de nascimento, filiação, endereço... O que mais estaria faltando?

Uma ideia me ocorre, fecho os olhos e a resposta flui quase imediatamente: “Você nasceu com o nome que usa, impresso na pele? Será, ele, mais do que uma convenção social? Se seu nome, filiação, endereço, data de nascimento, etc., fossem outros, alguma coisa em sua essência seria diferente?”. Percebo que "NÃO" é a resposta para todas estas perguntas.

Abro os olhos, assustado. Agora, não contenho mais as palavras. Preciso saber o que está acontecendo e sinto que o homem, diante de mim, sabe.

“Por favor, diga-me: quem é você e como consegue, apesar de tudo, estar sempre feliz?”.

“O nome não importa. Você diz que sou feliz; não percebo isto”.

“Como?! Não sente a paz e a felicidade que irradia?”.

“Quem sente paz e felicidade, também sente desassossego e tristeza. Você só percebe que tem um fígado, quando ele dói. Da mesma forma, apenas percebe felicidade, quem vivencia a dor da infelicidade. O ser humano, realmente feliz, não pensa em infelicidade e, consequentemente, em felicidade”.

“Mas, viver não é isto: correr atrás da felicidade e nunca deixar de sonhar, apesar de tudo?”.

“Não é isto que você tem feito, por toda a sua vida: buscar a felicidade através da realização de seus sonhos? O que conseguiu, até hoje? Após o prazer momentâneo da concretização de um sonho, o que aconteceu? Outros sonhos não tomaram o lugar do anterior, mergulhando você ainda mais no turbilhão do mundo? Chegará o dia em que todos os seus sonhos terão se realizado e você poderá, enfim, descansar? Será este o caminho para Paz e Felicidade? Buscar a Felicidade, através da realização dos desejos, é tão absurdo quanto tentar apagar um incêndio usando gasolina e, não, água. Medite sobre os motivos que o fazem infeliz e você descobrirá que, a raiz de todos os problemas, está nos seus desejos/sonhos frustrados. E, independentemente de sua habilidade para prosperar no mundo, sempre haverá mais e mais desejos/sonhos frustrados. Se você não mudar o seu pensamento, estará condenando, a si mesmo, a uma pena de sofrimentos sem fim. Isto é certo: cada um é o responsável por toda a sua infelicidade e não é perseguindo a felicidade, que as coisas vão melhorar. Para ser feliz, basta parar de desejar a Felicidade. Por decreto divino, sempre haverá mais sonhos e desejos, do que condições para satisfazê-los, ou seja: a concretização do sonho de um, destrói os sonhos de muitos. Então, para que você enriqueça financeiramente, muitos têm que empobrecer; para que você tenha saúde física perfeita, muitos devem adoecer. Contribuiria para melhorar o mundo e a si mesmo, o homem que deixasse de lado seus pensamentos egoístas de realizar sonhos e alcançar objetivos. Mesmo os objetivos aparentemente altruístas, não o são: analise os seus, sinceramente, e descobrirá que todos são movidos pelo egoísmo”.

“Então, qual o sentido da vida, não sendo a realização de nossos sonhos e desejos?”.

“Olhe à sua volta: quantas destas pessoas apressadas, que circulam por aqui, me percebem? O fato de você ter me encontrado e estar, aqui e agora, desperdiçando seu precioso tempo com um joão-ninguém, indica que já desconfia das coisas que nos são ensinadas, desde a infância, sobre o mundo e a vida. Procure a resposta em si mesmo, não pergunte a ninguém”.

“Quer dizer que ninguém pode ajudar seus semelhantes?”.

“Apenas aquele que já salvou a si mesmo, pode salvar os outros. Um cego não pode guiar outro cego. Um doente não pode curar outro doente. Raríssimos são aqueles com autoridade para ajudar os homens”.

“Você é um deles?”.

“Você sempre acreditou que o Universo, e todo o seu conteúdo, é obra de um colossal acaso. Por estar além da sua compreensão, você rejeita a Verdade de que há Algo por trás de todos os fenômenos. Devido à sua cegueira espiritual, você deposita esperanças nos homens, pois acredita que eles dominam a natureza, a vida e a morte”.

“O que significa ‘depositar esperanças nos homens’?”.

“Por exemplo: veja o médico, que trata a sua doença, como um instrumento do Altíssimo, que é unicamente quem pode nos curar. Pode ser Sua Vontade, que o médico consiga aliviar sua dor atual; mas, ele não pode curá-lo da causa de todas as dores. Contudo, dentro de cada ser humano existe aquele Algo, que pode protegê-lo contra todas as adversidades da vida. Por favor, não conclua, por esta última frase, que dentro de você há o melhor médico, para curar os males do corpo; o melhor psicólogo, para curar os males da mente; o melhor banqueiro, para curar os males financeiros; etc. Não é este o significado. Na verdade, a Força Interior faz melhor ainda: Ela pode nos elevar além do corpo, da mente e do mundo. Aquele que tem saúde, não pensa em saúde, nem em doença, independentemente das condições do corpo, da mente e do mundo que o cerca. Esta é a cura para todos os males da vida: eles continuam existindo; porém, não têm poder sobre quem elevou sua Consciência acima deles”.

“Sempre me pareceu mais fácil acreditar que a vida fosse apenas viver e morrer; nada antes, nem depois. Agora, já não tenho mais tanta certeza disto...”.

“Sim, a mente precisa de provas, pois só acredita nos cinco sentidos. Aquilo que ela não pode ver, cheirar, tocar, etc., não existe. E, como a maioria dos homens não consegue dissociar-se do processo mental, acaba comportando-se como um cético”.

“Sim, reconheço que sou um cético”.

“Para satisfazer a insaciável curiosidade da mente, o homem desenvolveu a ciência e o ocultismo e tenta, através deles, explicar os fenômenos visíveis e invisíveis. A ciência diz que evoluímos a partir dos primatas africanos; contudo, estes evoluíram do quê? Se continuarmos retrocedendo, haverá um ponto, a partir do qual ela não poderá mais responder. Neste ponto, o homem volta-se para o ocultismo e continua errando, pois ainda busca as respostas em um mundo (neste caso, astral) e os mundos não têm e nunca terão respostas para a sutil questão da Existência. Cansado, ele prefere aceitar as 'verdades' que a mente lhe impinge, pois isto não exige esforço algum. No fim do dia, ele vai dormir sem sentimento de culpa, pois, se as circunstâncias de sua vida não são boas, a culpa não é sua, conclui: é o azar que o persegue. Então, pelo simples fato da Verdade ser inalcançável pelo caminho mental/intelectual, o homem nega-A, preferindo criar este mundo de mentiras em que vive, com toda a sorte de sofrimentos...”.

“Como assim, 'criar um mundo de mentiras'? Todas as percepções e opiniões dos homens são falsas? O que vejo, ouço, etc., é irreal?”.

“Imagine duas pessoas no mesmo lugar, na mesma hora. Uma, está momentaneamente feliz e, a outra, extremamente irritada. Para a primeira, a vida é bela e, o mundo, lindo; para a segunda, a vida e o mundo nada têm de bom. Qual delas tem razão? Se a primeira pessoa for contrariada, com certeza passará a pensar como a outra. Afinal, a vida e o mundo são bons ou maus? Pode, alguma coisa real, ser boa e má, ao mesmo tempo? Será, a Realidade, mutável ao sabor de nossos sentimentos? Outro exemplo: Você, aqui e agora, tem certeza de que o mundo é real, já que pode vê-lo, tocá-lo, etc.; isto, segundo os padrões da mente, é prova de sua existência. Entretanto, quando está em sono profundo, você percebe este mundo? Tem consciência do que acontece à sua volta? Se o fim do mundo chegasse, naquele momento, você entraria em pânico ou morreria em paz? Como pode ser real, algo condicionado às percepções de cada um? Será, a Realidade, mutável ao sabor de nossos sentidos? Por favor, não responda. Nunca se esqueça que, acima do que você pensa, está Aquilo que sempre foi, sempre é, sempre será. Vá para casa e medite a respeito. Sendo sincera a sua busca, você não ficará sem respostas”.

Levantei-me, pois, e fui embora.

 

No dia seguinte, de madrugada, sentei-me em um canto do quarto, fechei os olhos e procurei afastar todos os pensamentos, substituindo, a atenção exterior, pela interior. Maravilha das maravilhas! Um universo insuspeito revelou-se a esta consciência. Vivenciei percepções extremamente sutis, difíceis de expressar em palavras. As mentiras da minha vida começaram a desmoronar, como castelos de areia. Tive que interromper a meditação, pois me apavorei diante da possibilidade de que o mundo, tal qual o conhecia, ruísse, incapaz de se manter sobre seus frágeis alicerces.

Ocorreu-me a pergunta: “Haverá algo que seja, hoje, o mesmo que foi ontem e o mesmo que será amanhã? Que independa dos sentidos, de conceitos e de opiniões? Que seja real e absoluto, em si mesmo?”.

Sinto que existe algo eterno e imutável, embora não o possa definir e localizar. Poderia chamá-lo “Realidade Primeira e Única”, “Verdade Eterna e Absoluta” ou, como prefere a maioria, “Deus”. Talvez não possa defini-lo, por Ele estar acima das definições, e nem localizá-lo, por Ele estar em toda parte... Como poderia, o relativo (mente), explicar o Absoluto? E como poderia ser, o Absoluto, limitado no espaço e no tempo? Intuo que não devo tentar compreender, intelectualmente, esta força; devo, apenas, senti-la.

 

A meditação diária prossegue e se aprofunda. Não me assustam mais as descobertas nada agradáveis, sobre mim mesmo. Sinto que não sou nada do que imaginava, embora não saiba ainda o que sou. Não sou um nome, não sou um corpo, não sou os sentimentos, não sou a mente e não sou a personalidade (ego). Não sou nada disto, porque, quando interiormente atento, consigo me distanciar de todas as percepções objetivas e percebo que estão fora de "mim", ou seja, consigo observá-las como um espectador.

As ilusões e limitações, impostas pela tirania da mente, começam a ser percebidas e combatidas. Já consigo identificar algumas táticas e artimanhas usadas por ela. Percebo que a mente é o único inimigo que tenho, pois é ela quem está no comando desta vida... Sinto que colocá-la em seu devido lugar, isto é, enxergar as coisas sem conceitos mentais, é tudo o que preciso fazer, embora ainda não saiba como. Percebo que, quase tão prejudicial quanto o pensamento negativo, é o pensamento positivo, pois ambos estimulam a incessante atividade mental. Com certeza, diria o desconhecido Mestre: "Quem é feliz, não pensa negativamente e nem positivamente". Como, então, proceder?

 

Voltei, portanto, àquela calçada, em busca de orientação. Levei-lhe comida em uma quentinha, que aceitou sem palavras; mas, com seu sorriso cativante. Sentei-me, sob um jornal, encostado à parede lateral do prédio vizinho, sendo que ele estava diante de mim. Abri a boca para começar a falar, porém seu olhar me fez mudar de ideia; portanto, fechei os olhos, permanecendo em silêncio.

Após algum tempo, ele disse: “Você foi chamado; a sua hora chegou. O que tem sentido é a necessidade de voltar para sua verdadeira casa. Você tem andado por aí, experimentando de tudo; mas, agora descobriu que nada no mundo pode realmente satisfazê-lo. Sente saudades do lar que abandonou há muito, muito tempo... Olha para trás e percebe tudo de odioso e mesquinho que praticou, para chegar até aqui; sente a dureza de seu coração. Espera que, apesar de todo o mal que praticou, seu Pai Celeste o perdoe e o aceite de volta, sob Sua proteção. Filho, minha mensagem para você é esta: o Pai o perdoa, Ele perdoa a todos. Não importa o que tenha feito no passado: o arrependimento sincero e o firme propósito de mudar-se a si mesmo, nascer de novo ainda nesta vida, nunca é ignorado pelo Pai Bondoso. Não pense no passado e nem se preocupe com o futuro; concentre-se em encontrar e trilhar o caminho de volta, pois Ele estará lá, no final da jornada, de braços abertos para recebê-lo. Não se esqueça, entretanto, que, para esta jornada, você não precisa dar um passo sequer, em qualquer direção, pois o Reino de Deus está dentro de cada um de nós”.

Lágrimas escorriam por meu rosto... e não eram de tristeza. Sim, é exatamente isto: nascer de novo, ressuscitar para a verdadeira Vida! O adversário (mente/ego) logo tenta o previsível: "Será, você, capaz de tal empreendimento? Por que voltar as costas para o mundo? Você estará só, todos o abandonarão". Percebo, todavia, que não tenho escolha, pois não posso retornar ao antigo caminho. Por mais longa e espinhosa que seja a jornada, de volta para a verdadeira casa de todos nós, é para lá que quero seguir. Que se cumpram, sobre mim, os desígnios do Altíssimo, por mais penosos que me sejam. Embora a mente se escandalize com os males do mundo, quando ela é relegada, ao segundo plano da consciência, percebo que não há injustiças nas vidas das criaturas; se houvesse, o Criador seria injusto. Injustiça, infelicidade e sofrimento estão, apenas, na mente do ser humano.

 

Não Te peço, Senhor, que me alivie do meu fardo; mas, que me dê forças para carregá-lo.

Não Te peço, Senhor, nem saúde, nem dinheiro, nem qualquer outra coisa deste mundo.

Peço-Te, Pai, que se faça cada vez menor, sobre mim, a atração pelas coisas mundanas e, cada vez maior, o amor por Ti.

Peço-Te, sim, devoção a Ti, para que, no muito ou no pouco, na saúde ou na doença e na alegria ou na adversidade, meu coração esteja leve e eu siga sempre agradecendo-Te.  

Peço-Te, Pai, a compreensão inabalável de que tudo vem de Ti, que tudo é obra Tua e, não, dos homens.

Livra-me, Senhor, da mentira de que qualquer coisa me pertença. Nada tenho neste mundo, Senhor, pois poder algum pode sobrepor-se à Tua vontade. Nem mesmo este corpo é meu, pois ele desaparecerá quando Tu quiseres, Pai; não, quando eu quiser. O que está comigo, me foi emprestado por Ti e, por Ti, será tirado quando chegar o tempo, independentemente da minha vontade.

Que a perseverança, o discernimento, a misericórdia, a mansidão e a humildade imperem sobre mim, Pai, para que possa eu cumprir a Tua vontade.

 

 

  

Por mim, nada posso; mas, por Ti, EU POSSO.

 

Natal de 2001

 

 

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P.S. (Janeiro de 2014): O sublime mestre anônimo do texto, que inspirou quem vos escreve, ainda nos primeiros passos da busca, é aquele UM que, para a mente/ego, parece dois: Ramana Maharshi e Jesus Cristo. Como permanece no mundo dos sonhos, a aspiração de sentar-me aos pés de um sábio/santo revestido de carne, concluo que ainda não sou digno desta graça divina...

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